A pobreza da política piauiense

A pobreza da política piauiense

8 de março de 2017 0 Por Petrus Evelyn
Recentemente viajei para alguns países da Europa (Portugal, França, Holanda e Bélgica) e analisei algumas diferenças entre o Brasil, mais especificamente o Piauí e esses países. O foco desse texto que quero definir é como a política piauiense é pobre, sem conteúdo e, o mais desestimulante, sem nenhum tipo de ação prática que resulte em mudanças na vida real.
Dia desses vi que um político local, que há mais de 20 anos ocupa o mesmo cargo, estava falando na televisão que queria mais parlamentares para o seu partido. Outro político mencionava uma mudança para outra sigla e, por fim, um outro era nomeado como secretário de alguma coisa que poucos ouviram falar.
Notícias sobre política, no Piauí, se resumem a isso: falar sobre conchavos, alianças ou traições entre políticos e partidos. Não existe nada mais inútil e insignificante para a população em saber quem apoia quem ou de que partido o fulano é. Mas as notícias se limitam apenas a isso.
Digamos, para sermos justos, que essa é mais uma crítica ao jornalismo do que a política, que os políticos fazem alguma coisa e que, na verdade, estou sendo injusto com eles.
Os políticos fazem alguma coisa?
Sim, fazem, quando há algum interesse por trás. Em Teresina, cidade em que vivo, várias obras inacabadas atrapalham o trânsito e causam acidentes porque elas foram feitas apenas para ajudar nas últimas eleições. Terminadas as eleições antes do término das obras, estas não precisaram ser concluídas.
Lembro que, na última campanha para prefeito, o ápice foi uma briga entre uma candidata e uma jornalista – isso foi o que de mais emocionante soubemos sobre toda a política do município.
Por fim, a falta de personalidade, de criatividade e de estudo profundo sobre os problemas sociais e econômicos que vivenciamos, assim como de soluções práticas para resolvê-los, definem nossos políticos. Cidadãos sem carisma, sem a ousadia de serem gestores políticos, parlamentares eficientes e reais administradores do dinheiro público.
Mais ação, mais inteligência e menos politicagem!