Boa comunicação gera filhos mais inteligentes

Boa comunicação gera filhos mais inteligentes

21 de agosto de 2019 0 Por petrusem

A comunicação entre pais e filhos é um dos fatores mais importantes no desenvolvimento psicológico e intelectual da criança. Crianças que não tem uma boa comunicação com os pais podem desenvolver mais ansiedade, timidez e até atraso na fala. Para proteger os filhos, os pais costumam inventar mentiras para suavizar alguma situação:

“O vovô viajou para um lugar distante” (Para falar da morte do avô)
“A injeção não vai doer e depois vamos tomar um sorvete”
“Um dia colocaram você na porta da nossa casa” (Para falar da gestação. Havia também o famoso conto da cegonha).

Todas essas mentiras, no entanto, não são saudáveis para a criança, pois atrasam a compreensão de mundo delas. Como Freud afirma: é melhor a criança ter pedaços da verdade do que uma grande mentira.

Sobre pedaços da verdade, ele se refere a, por exemplo, falar para uma criança que o papai e a mamãe se amaram e desse amor surgiu o bebê. Não é mentira, mas não especifica o sexo (assunto pesado demais para uma criança). Quando ela tiver idade para entender o sexo, as informações que ela possuía anteriormente farão sentido, mesmo sendo apenas uma parte da informação verdadeira.

No livro “O Cérebro da Criança”, de Daniel J. Siegel e Tina Payne, os terapeutas falam sobre as mentiras do dia a dia que podem gerar problemas no desenvolvimento emocional da criança. Falar que uma injeção não vai doer nada é uma maneira de fazer com que a criança deixe de acreditar nos pais e não compreenda suas sensações. O que pode ser dito é: “Eu sei que você não quer tomar injeção, mas é importante para sua saúde. Eu também tomei muitas injeções na sua idade. Você pode lembrar-se daquele futebol na escola enquanto estiver lá que você vai se sentir bem melhor”.

Este é um exemplo apenas, mas demonstra como o pai pode fazer o filho aprender a usar sua mente. Muito da dor de uma injeção é apenas da ansiedade causada por aquele momento. Não negar a sensação oferece um momento para maturidade emocional e, ao mesmo tempo, faz com que a criança saiba que, ao pensar em outras coisas, pode diminuir o que será sentido.

Tudo isso gera crianças, no futuro, menos ansiosas, mais felizes e mais aptas a lidar com as próprias emoções.